Coragem às vezes é desapego, meu bem.

Dizem que a zona de conforto é uma série de ações, pensamentos e/ou comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. Nessa condição a pessoa realiza um determinado número de comportamentos que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança.
Eu costumava adorar isso. Esse apego com as coisas, os lugares, os móveis, o jeito que o sol aparecia na janela do meu quarto. Eu adorava porque era confortável, quentinho, gostoso, igual útero de mãe.
A gente não pode ficar mais do que 42 semanas dentro do útero e quando a gente sai, a primeira coisa que fazemos é chorar. Com direito a tapinha de boas vindas na bundinha.

A vida toda eu tentei me manter na zona de conforto. Desde muito pequena, quando todo início de ano era um tormento, já que eu não entendia porque minha turma tinha que trocar de professora, porque meus amigos iriam para outra sala e porque eu não podia ter o controle sobre tudo.
O tempo passou, até que chegou um momento da vida em que eu, espantosamente, quis sair do meu útero imaginário, por livre e espontânea vontade. Foram aqueles 10 segundos de coragem que estão completando quase 1 ano até agora.
Segundo essa teoria, um indivíduo necessita saber operar fora de sua zona de conforto para realizar avanços em seu desempenho, eventualmente chegando a uma segunda zona de conforto. Eu fiz isso quando perdi pessoas que eu gostava e pessoas melhores apareceram. É quase como cortar o cabelo curtinho e saber que daqui um tempo ele vai crescer. E se demorar pra crescer você se acostuma com ele daquele jeito.
Largar o emprego, uma casinha gostosa, um monte de gente legal e ir passar frio do outro lado do oceano foi outra opção que eu escolhi. É como trabalhar o desapego dos lugares e das pessoas a cada dia. Coragem ás vezes é desapego também.
E devo confessar que são em dias ruins como esse que eu agradeço TANTO que aqueles 10 segundos de coragem estejam vivos até hoje. Prefiro pensar que se muda, é porque vai ser melhor, é porque vai ser novo, é porque rotina e mesmice não enchem a barriga de ninguém, meu bem.



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Eric Forman + Bacon = SHUT UP AND BE MY HUSBAND. <3

Eric Forman + Bacon = SHUT UP AND BE MY HUSBAND. <3

(Source: fallingbutflying)

(Source: leilockheart)

O dia em que não temos mais barriga para empurrar as coisas

Minhas ações se dividem em 2 tipos: as coisas que eu preciso fazer e não gosto de fazer; e as coisas que eu não preciso fazer e gosto de fazer.
Tem coisa chata que a gente empurra com a barriga, enfia debaixo do tapete pra fazer de conta que não tá vendo. É igual quando chega a conta do telefone e eu fico ignorando ela em cima da mesa, achando que um dia eu vou chegar e ela vai ter sumido de lá. Só que ela não some. Ela fica lá, me azucrinando e lembrando as zilhões de ligações que eu fiz no mês passado e tenho até medo de calcular o valor.
Na vida é a mesma coisa, é como se algumas situações fossem a conta de telefone. Ela tá lá, me incomodando e eu sei que tenho que abrir.
Juro que eu queria ser diferente e só colocar ela no débito automático, mas não dá.
Também não dá pra querer resolver todos os problemas do mundo, porque por mais que você queira, ás vezes eles não dependem só de você e dos seus superpoderes-de-jornalista-comunicadora-social-com-cara-de-simpática. (a cara de simpática é um bônus dado por mim mesma)
É como ter a síndrome da Mulher Maravilha: querer administrar 2 empregos, ajudar as pessoas sem me descabelar, dar conforto e segurança só de chegar perto de quem a gente gosta e ainda andar de shortinho por aí sem ninguém falar que eu sou biscate por causa disso.
Mas a gente tenta, e por mais que a lógica seja simples, como abrir a conta e pagá-la no banco, o processo é boring. O processo desgasta, assim como as pessoas desgastam e fazem a gente sentir preguiça só de pensar no processo que elas englobam.
A verdade é que tá na hora da gente aprender a fazer as coisas que a gente precisa, mesmo não gostando delas como deveríamos.

Agora dá licença, eu vou ali pagar uma conta e já volto.

Eu acredito porque sim.

Eu acredito em música, nas minhas músicas e nas pessoas que gostam das mesmas músicas que eu. Eu acredito duvidando, mas às vezes também acredito igual criança, eu acredito em teimosia, eu acredito em opiniões, acredito em vontades e também acredito quando sinto alguma coisa aqui dentro me pedindo pra acreditar muito forte, eu acredito na urgência em dizer o que deve ser dito.
Eu acredito que o tempo passa mais rápido quando estamos com quem a gente gosta, acredito em perdas, acredito em algumas pessoas, acredito em olhares seguidos de sorriso e acredito que olhos não mentem. Mas também acredito que nada é eterno e nada é constante.
Acredito em respeito, eu acredito em sofrimento, eu acredito que a gente pode aprender com tudo, acredito que pessoas podem mudar, para melhor ou para pior.
Mas também acredito que existem coisas que a gente nunca aprende, e acredito em decepções.
Acredito em céus, horizontes e em pores de sol. Eu acredito de verdade quando eu acredito e eu acredito muito. Também acredito em abraços, eu acredito em vodka e tequila, em horas que parecem minutos, em risadas, em lágrimas e em inteligência.
Eu acredito mais, principalmente às sextas-feiras.